Sou a terra que pisas arrogantemente,
A chuva que te beija e tu ignoras,
O alegre sol quente
E a fria lua sob a qual choras.
Eu sou tudo neste Mundo!
Só não sou quem tu adoras...
És o poço negro onde me afundo,
A doce agonia, as minhas últimas horas,
O céu cinzento sobre mim,
A minha luz apagada...
És tudo, és tudo sim!,
E não és nada....
(continuação do post acima)
Somos duas árvores na floresta
Separadas por um rio de ar indiferente,
Como se dormisse a sua sesta...
Parece querer arrastar-te na corrente
Como às pedrinhas.
Somos as folhas caídas no Outono,
Separadas pelo vento forte
Aquando do nosso eterno sono,
A nossa morte...
Sou flor esmagada
sob os téus pés
E nem sou nada!
Terrível e doce como a morte,
És assim que tu és...
Meu frio consorte.

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