Recebi este texto do grupo Jovens Vegans , escrito pela Maura, e acho importante publicá-lo aqui. Li-o e reli-o na totalidade, mas não está aqui na íntegra, visto que as os textos muito extensos dão aquela preguiça...então cá vai:
O PREÇO DA CARNE!
Chineses costumam encarar qualquer coisa que se mova como um alimento à sua
disposição. Eles consideram o animal um mecanismo, um objeto, cuja dor e
sofrimento não nos dizem respeito. Ironicamente, os piores exemplos de maus
tratos acontecem na mesma Ásia onde nasceu o budismo - a mais benevolente e
avançada religião do mundo no trato com os animais.
Nos tristemente famosos "mercados de vida selvagem" asiáticos há de tudo: mamíferos, répteis, insetos, batráquios, tudo vai para gaiolas apertadas e
lotadas sem água nem comida.(...) As imagens mais chocantes registram o que esses mercados destinam aos cães. (...) Lá, cachorros são comida. E não se deixe enganar:
esses mercados chineses não existem para "matar a fome do povo". Chineses
pobres comem frango e peixe. Os cães são "iguarias" caras, assim como gatos,
escorpiões, cobras, enguias etc.
(...)Os cozinheiros acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais
sofrimento, mais apetitoso o prato. Em nome dessa carne macia, a palavra de
ordem é torturar os cães até a morte. Eu já vi a foto de um pastor alemão
sendo enforcado na viga de uma cozinha, sendo puxado pelos pés. Eu já
testemunhei um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do
corpo e desisti de imaginar o tamanho de sua dor. Assisti ao vídeo de um cão
magrinho que foi mergulhado em água fervendo, retirado, teve sua pele
inteirinha arrancada e ainda olhava a câmera, tremendo junto à panela onde
foi cozido em vida.
A pergunta básica é: nós, humanos, temos direito a isso? Quem nos deu esse
direito? Temos o direito de jogar uma lagosta viva na água fervente? Temos o
direito de comer um peixe fatiado ainda vivo no seu prato num restaurante
japonês? Temos o direito de prender bezerros em lugares escuros,
imobilizados por toda sua curta vida, por um vitelo? Nosso paladar é tão
importante assim na ordem das coisas?
Um sabor diferente em nossas bocas justifica tudo?
A questão ultrapassa a esfera da ética e da civilidade. A Sars nasce no chão
imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca - permanente ameaça na
nossa pátria do churrasco - surgiu quando obrigamos o gado a se canibalizar.
O terrível ebola se espalha com cada homem africano que devora nossos primos
biológicos, gorilas e chimpanzés. Vírus mutantes saltam do sangue de aves
para o dos homens sem defesas naturais. (...)
Mercados chineses e churrascos africanos parecem fenômenos distantes. Mas o
brasileiro continua dependendo demais de alimentação animal. Temos uma
churrascaria por quarteirão, e numa cidade de 12 milhões de habitantes, como
São Paulo, contam-se nos dedos os restaurantes vegetarianos.
E ainda temos um lobby querendo ampliar a oferta de animais nas geladeiras: avestruzes,
capivaras, jacarés, tudo criado em cativeiro com carimbo do Ibama. A cada
nova espécie consumida pelo homem, mais uma mistura de vírus - algumas
combinações inofensivas, outras não.
Para tentar controlar essas doenças, cometemos mais brutalidade: enterramos
milhões de aves vivas, afogamos gatos selvagens em piscinas de desinfetante.
Provocamos o desastre e massacramos as vítimas. Temos um caminho
inteligente: racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de
animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos
opreço.
Quando uma borboleta bate as asas na Europa, pode iniciar um furacão no
oceano Pacífico.

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